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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

SEU MUNDO - CAPITULO I

CAROLINA FILHA DE DAVI, garota mimada e desejada por todos. Com seus 17 anos tinha a vida monótona que uma princesa de respeito deveria ter, via seu pai muito pouco, ele sempre estava trancado em sua biblioteca. Na loucura de procurar algum segredo naqueles livros empoeirados.
- Será que papai descobriu algo ou ainda vai demorar muito tempo. – Vivia perguntando para si mesma. Seu pai já estava a anos nisso, deste que todos os contadores de história tinham sumido. “Filha, eu ainda vou descobrir o que aconteceu com todos eles, tenho certeza que alguma resposta vai ser encontrada.” Sempre dizia o rei, apesar de já ter passado alguns anos e nada ser desvendado.
Paulo era seu professor e, um dos contadores. Ela o admirava muito e era de se esperar a tristeza de quando soube de seu desaparecimento, o choro foi muito bem compreendido por todos. Afinal a magia das histórias alimentava o reino.
 Algo lhe dizia que as respostas para todos os seus problemas iriam ser respondidas, mas temia pela vida de seu professor.
A princesa tinha suas manias e uma delas era usar um lenço rosa, muitas vezes amarrado ao pescoço. Estava sentada ao lado do trono de seu pai enquanto Nícolas subia as escadas de pedra alguns metros à frente, entretido em uma longa conversa com seu amigo Marcos. Segurava o lenço na frente da boca esperando que ele a visse. 



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quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

SEU MUNDO - CAPITULO I

PARTE II
I

NÍCOLAS ERA O TIPO de pessoa em que não se espera ajuda de nenhum tipo, não que fosse mal, apenas fora criado assim e todos sabiam disso. Com 16 anos de idade já era um soldado completo. Filho de um dos conselheiros do rei, e pretendente a se casar com Carolina a princesa.
Lutando com seu amigo Marcos, que lhe acompanhava nos treinamentos, Nícolas mostrava sua habilidade. Manuseando espadas de madeira, os dois apresentavam hematomas nos braços e nas costelas. Indo de um lado para o outro em um campo perto do castelo de Davi, eram vigiados pelo olhar experiente de seu mestre.
O suor escoria pelo corpo dos dois rapazes, mostrando sua musculatura rígida e bem formada. Realmente era calor naquela época, mas não se importavam.   
- Levante a guarda Marcos, não permita que ele atinja seu ombro! Vamos, é só mais um pouco – Marcos conseguiu desviar o golpe de Nícolas, mas logo depois era derrubado caindo de bunda no chão. Sendo recebido por uma gargalhada do mestre – Já acabou, é o bastante por hoje Nícolas.
- Vamos levante-se. – Diz Nícolas jogando a espada para longe e estendendo a mão para Marcos.
- Quero revanche meu caro, não ti venci por pouco. E Nícolas assentiu.
- Quem sabe na próxima. Por enquanto eu sou o melhor!
Eles se afastam em direção ao castelo, o dia ainda não tinha acabado e era apenas momento descanso.

Tratavam aqueles momentos de luta como brincadeira e uma boa forma de não se manter parados. Apesar de a muito tempo o reino não ter entrado em confronto com as dezenas de outros reinos que se espalhavam por aquela terra, tinham que se manter em movimento e o rei incentivava isso.  

domingo, 6 de outubro de 2013

RISCO DE MORTE - CAPÍTULO V


MAIS UMA VÊS A noite veio, e o sono com ela. No simples fato de fechar os olhos, os abril descobrindo Joyce em sua frente.
- Oi! – Disse ele sorrindo, estava realmente feliz em poder voltar.
Ela o olhava séria, um pouco triste até.
- O que foi?
- Você vai ter que ir embora, meu pai não o quer aqui.
- Por quê?
- Sua presença aqui só pode trazer desgraça.
- Como posso trazer desgraça.
– Nós tínhamos muitos contadores de história eles viajavam por todo o reino - Comesa ela - Com um único objetivo o de distrair o povo. Eram adorados e cultivavam a magia em seus livros. – Apontou em direção  ao livro de Natanael. – Eles eram os únicos que tinham objetos iguais a este. Até que um príncipe invejoso quis ter um desses e tudo fez para obtelo, chegou a matar um velho contador e só assim obteve seu primeiro livro. Não se satisfez, sabia que magia antiga estava naquele livro. O leu muitas vezes, mas apena via uma história, e não descobriu nenhum sinal de magia. E foi conquistando mais livros à medida de o tempo passava. Chegou a recorrer à tortura para descobrir como usar a magia presa naquelas páginas. Hoje está com todos os livros que se tem noticia. Ou melhor, pensa que está e quando descobrir que não, vai procurá-lo a todo custo.
E os passos de Pedro se fizeram ouvir
- O garoto já está pronto?
- Sim pai!
E chegando ao quarto, dispensou Joyce.
- Tenho que conversar com você, garoto. – Disse se encostando na parede e ficando ali. – Não quero problemas e você pra mim é um problema.
- Sei, sua filha me contou – Natanael se tremia todo sem saber o que fazer.
- Melhor assim. Pensei um pouco e o melhor que você tem a fazer é atravessar a flores em direção a cidade do outro lado. – Natanael só podia escutar.
- Mas preste atenção, não deve passar a noite no meio das árvores. Tem que chegar a cidade antes que os portões se fechem. Se não você pode ser morto.
- Tudo bem
- Então se levante que tem de ir agora, sem nenhum minuto a perder.  

<<>>

Com a mochila nas costas e as explicações de Pedro, o pai de Joyce, Natanael foi em direção à floresta. Tinha que atravessa-la antes que o dia terminasse, não podia em hipótese alguma dormir nela.
O dia mal avia começado e, as luzes ainda despontavam do firmamento, a grama molhada pela serração. Natanael virou-se para trás e vil Joyce que lhe dava um ultimo adeus.
- Vamos em frente então, rumo à aventura. – Disse ele entusiasmado.
As árvores enormes, de troncos nodosos e cascas quebradiças, o esperavam, para todos os lados folhas cobriam o chão. Tinha que caminhar em frente e manter a direção que lhe fora mostrada.
Depois de um tempo resolveu pegar o livro e folhea-lo quem sabe não encontraria alguma resposta, ou algum jeito de controlar a magia que se escondia naquelas páginas. Passou a dividir a atenção entre o caminho e o livro até que parou em uma gravura.
Mostrava uma espada, feita com poucos traços em um contraste de claro e escuro no papel.
- Que espada, acredito que me seria bem útil ter uma. - Natanael pesou nisso durante muito tempo.
As horas passaram e metade do caminho ainda não avia sido percorrido.
Depois de muito tempo caminhando. Ah distancia vil enormes muros que abrasavam a cidade, seu ataque de euforia foi cortado por perceber que os portões estavam fechados. Teria que dormir do lado de fora, já era noite e os sons da floresta se tornaram sombrios.
Olhava para todos os lados e via olhos que o espreitavam, gravetos quebrando eram sinal de algum animal se aproximando.
- Que bobo sou, se algum mostro quiser me pegar não vou perceber. - Disse isso tentando se animar.
Acomodou-se perto de uma grande raiz e tentou dormir com a esperança de acordar novamente em seu quanto, mas o sono não vinha e as sensações da floresta se intensificaram.
Olhos ferozes o observam.
Acordou com um leve rosnado que vinha em sua direção, demorando a perceber o perigo que corria. Que estranho não tinha acordado em seu quarto novamente, mas na verdade nem avia começado a dormir. E agora o rosnado que vinha do escuro a sua frente era um mal pressagio.                 
Não acreditava no que via, ele existia e agora Natanael corria risco de morte. Um enorme cão negro estava prestes a se jogar sobre ele. - A melhor das opções que poderiam acontecer era se transformar em um deles, pois acreditava que era um lobisomem. E a pior, ser estraçalhado naquele estante em milhões de pedaços. - rosnava e dentes amarelos e pontiagudos apareciam a todo estante. Natanael não sabia o que fazer, estava petrificado suas pernas não funcionavam e alguma coisa lhe dizia, não adiantaria correr, que em dois passos que desse para trás seria pego no mesmo estante.
- O que fazer? - Pensava em uma velocidade inacreditável, revisando as ações de seus heróis. - Se amenos tivesse uma espada teria uma chance de me defender. - Pensou, fechou os olhos, acreditando que aquele era seu último momento de vida. pôs-se a imaginar o que faria com a espada se acaso a tivesse. fechando o punho esquerdo, pois era canhoto, e o sopesando sentindo o peso da espada imaginaria. de repente se espantou estava realmente segurando algo... e era uma espada. sem parar para imaginar de onde ela veio, esperou a investida do animal que foi rápida, também ele o foi decepando sua cabeça. o corpo inerte o derrubou, deixando sem sentidos.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

CASA - CAPÍTULO IV


NOITE, NATANAEL SENTADO EM um banco, de frente ao fogo que crepitava no silencio da casa. Comia uma sopa praticamente intragável, mas a fome obrigava! Todos os ocupantes olhavam curiosos em sua direção, o pai de Joyce sentado ereto em sua cadeira a sua mulher em pé aparentemente nervosa e a própria Joyce encostada em uma das paredes.
- Come isso logo garoto – disse Pedro irritado, que era o pai de Joyce.
- Tudo bem, já terminei.
- Bom... Agora podemos conversar. De onde você veio e como conseguiu um livro? – Sua voz era áspera.
- É muito difícil explicar, mas eu estava dormindo em minha casa e acordei na floresta.
- Magia! – Murmurou Isabel, mãe de Joyce.
- Como assim, eu apareci naquela floresta por causa de magia?
- Isso é se você estiver falando a verdade, mas ainda não medisse onde encontrou esse livro.
- Eu encontrei em um banco verde. Mas não entendo, onde eu moro temos dezenas de livros!
Pedro nada mais falou e se retiro ordenando que  Joyce preparasse o lugar  para Natanael dormir.
Deitado em um chão duro, sentido o cheiro forte do cobertor, não sabia como sair daquela enrascada e sentia falta de seus pais e seus livros.

***

Se eu disse-se que as coisas são imprevisíveis, de certa forma são sim, isso que faz o mundo ter graça. A única coisa que se sabe e de que qualquer ação gera uma reação. Você se corta, sangra, senti dor...
E a consequência de dormir é acordar e, Natanael acordou, demorou bastante  para se localizar, o cheiro ruim do cobertor já não existia, nem o chão duro aonde dormiu, estava em seu quarto, acreditou definitivamente que tudo foi um sonho.
- Pai. – Gritou entusiasmado, Já se preparando para sair da cama. Encontrou o pai no meio do caminho. – Tive um sonho incrível.
- Que bom filho! Como foi o sonho?
- Sonhei que tinha acordado em um mundo que os livros eram raros e eu estava com um na mão.
- Que legal você tinha que escrever isso.
Sim ele ia escrever o que tinha sonhado, já estava com essa ideia na cabeça deste que tinha chamado o pai.
E aquela menina Joyce... Iria gostar de falar sobre ela. Pareceu tão real!
Passou o dia todo pensando naquele mundo dos sonhos, como foi sonhar com aquilo? Essas perguntas fizeram nascer à vontade de voltar para viver naquele mundo. No colégio foram horas intermináveis, quase insuportáveis não conseguia fixar a atenção, se tornando um alivio o bater do sinal de saída.
Chegando em casa, se lembrou do livro, até então avia apenas focado em um único pondo, o mundo que era um sonho! Já com o livro em sua mão, pensou em rele-lo. Quem sabe sonharia de novo, afinal a história ainda não avia terminado. 

Mas não o achou, e depois de procura-lo em toda a parte, desistiu. Ao invés disso, pegou lápis e papel e tentou contar o que avia passado. 

domingo, 29 de setembro de 2013

UM VILÃO NA HISTÓRIA - CAPÍTULO III


UM ENORME VOLUME REPOUSAVA sobre uma mesa e um homem curvado sobre ele, folheando suas páginas amareladas e empoeiradas. A cada folha passada, pequenos glóbulos de poeira se levantavam formando espirais. O que podia se esperar era que fosse um homem velho e carcomido pelo tempo, de idade igual a do livro, mas não. Era relativamente jovem, de feições tranquilas, uma barba serrada com nenhum fio branco, sobressaltava de seu rosto. Lia avidamente e com uma rapidez inacreditável, que de minuto a minuto uma página nova era posta diante de seus olhos. 
Procurava segredos a muito tempo perdidos, talvez escondidos naquele livro ou em qualquer outro que avia conseguido por meio de trapaças. Suas feições se transformaram de um momento para o outro, irritado por não ter descoberto nada, joga o livro longe.  
- Nada... Nada... Não encontro nada! – Batel com as duas mãos na mesa que estremeceu. – De que me adianta ter todos os livros e não poder usa-los.

SUA VIDA - CAPÍTULO II


NATANAEL ERA UM GAROTO de 15 anos, que vivia pacatamente em uma cidade do interior do estado do Rio de Janeiro. Deste que nasceu, entrou em um mundo de livros, inclusive seu nome foi retirado de uma história que seu pai se identificara.
O pai de Natanael possuía uma biblioteca enorme com mais de mil volumes, em uma área reservada da casa. Deste os mais baratos, passando para os mais antigos aos mais caros. Dizia ele que gostava de pensar por quantas mãos passaram aqueles volumes amarelados que possuíam uma coleção de tantas dedicatórias de desconhecidos. Algumas eram de amigos de seu pai. Mas muito poucas!      
Aprendeu a ler com 4 anos e a partir de então não parou mais. Lia um livro atrás do outro como uma verdadeira traça. E começou a montar sua biblioteca em seu quarto.
Um dia, um livro diferente apareceu em sua vida. Saindo do colégio o encontrou abandonado em um dos vários bancos verdes de uma praça, que tinha o costume de atravessar para chegar em sua casa. Curioso pelo assunto e pelo fato de ter descoberto um objeto daquele, totalmente abandonado sem ninguém por perto para reivindica-lo. Foliou as páginas para procurar alguma dedicatória ou assinatura. Nada achou, ou antes apenas uma coisa, escrito na ponta superior da primeira página duas palavras “Livro Circulante”, ficou muito alegre por ter descoberto um daqueles livros. Sabia muito bem o que era um livro circulante e o que deveria fazer com ele. Deveria ler e passar adiante! Muito feliz o guardou na mochila e foi em borá pensando em quem o tinha lido antes.
Em casa foi correndo ao seu quarto, para colocar o seu achado em um lugar seguro.
A casa de Natanael era diferente de todas as outras, não tinha televisão, não por seus pais não terem condição financeira para ter uma. Mas pelo fato de considerarem um objeto superfulo e criador de mentes fracas. Quanto ele era mais novo esse assunto foi discutido muitas vezes entre ele e seus pais, principalmente pelo convívio que tinha com os amigos e pelo fato de todos conversarem sobre programas que assistiam em casa, causando meio que uma exclusão social de Natanael em sua sala de aula. Seu contato com um aparelho desses era muito pouco, em casos excepcionais conseguia assistir alguns desenhos na casa de um amigo, mas aquilo não conseguiu lhe chamar muita atenção e por isso deixou de lado esse assunto e se afundou muito mais na leitura.          
A noite, no seu quarto Natanael começou a ler o que seria um livro fantástico. Com vilões que controlavam magia e um herói humilde, que  apenas se tornou um herói por persistência e força de vontade e foi assim pelo resto da semana.
A cada noite se sentia sonolento mais sedo, queria muito terminar de ler a história, mas o sono chamava antes. Dormia tranquilamente e acordava no dia seguinte como se estivesse se deitado a alguns minutos.
Nas ultimas páginas, sofridas e demoradas pelo cansaço, lamentou o destino do herói que tinha visto crescer diante de seus olhos. E foi dormir pensativo:
- Pra quem vou passar esse livro? – Disse ele pensando se seu pai gostaria de ler.

Pode se dizer que esse era o começo da vida de Natanael e não o dia de seu nascimento nem a hora que recebeu um nome de um personagem de livro qualquer. Mas sim na noite em que acabara de ler o livro circulante.   

sábado, 28 de setembro de 2013

UM SONHO INSISTENTE - CAPÍTULO I

O QUE DIZER DE um sonho inesperado, um sonho bom?
Um lufar de vento no rosto, cheiro de grama, canto de pássaros, sombra e luz... Ele acorda e de alguma forma percebe que está sonhando. Ainda não abriu os olhos, mas aquelas sensações não eram a de seu quarto. Agora mesmo estava deitado em sua cama debaixo dos cobertores, acabara de ler um livro e ido dormir.
Toma coragem e só então se atreve a abrir os olhos e, vê um céu de azul escura. Já de pé, espantado, sem saber onde está e como avia parado ali todo vestido, com seu tênis e causa, uma camisa azul desabotoada sobre outra preta.
Para todos os lados que se virava só via árvores, inclusive estava perto de uma gigantesca, que sustentava em seus galhos centenas de cipós e plantas sugadoras de sua seiva.
- Que estranho, parece tão real. – Diz acreditando que tudo fosse um sonho.
- Como assim garoto? Tudo aqui é bem real.
Levando um susto imenso percebe uma menina sorridente que o encara bastante curiosa. Menina de seus 15 a 17 anos, cabelos longos, cacheados e acobreados, usava um vestido que descia aos joelhos.
- Eu estou sonhando, não?
- Não seja bobo você está bem acordado, não vê? – Diz ela rindo daquela inacreditável pergunta. - Ou pensa que eu não existo!
- Sim, mas...
- não nada de mas, venha comigo já esta começando a anoitecer e você não vai gostar de ficar aqui. – Ela lhe entrega um livro, de uma forma bastante cuidadosa. Como se tivesse medo de que ele caísse no chão e se estragasse. – isso é seu, não é? Você sabe que não pode mostra-lo a ninguém? – depois de dizer isso se afasta.
Ele curioso vira o livro de um lado para o outro e reconhece na capa o que avia acabado de ler em seu quarto. Notando que ela já ia longe a seguiu.
- Ei me espera, aonde vamos?
- Para o vilarejo é claro.
- Como você se chama garota?
- Garota? – Ela se vira irritada. – Eu não sou uma criança, sou uma moça. Entendeu! E meu nome é Joyce. Como você se chama garoto? – pergunta ela ironicamente!
- Me desculpe Joyce, mas eu não sabia seu nome e queria chamar sua atenção. Meu nome é Natanael.
- Sim Natanael, vamos. - Disse ela começando a correr.
Um vilarejo apareceu por entre as árvores, com umas cinquenta casas espalhadas em torno de um rio largo. Natanael correu muito, chegando sem fôlego na entrada do vilarejo.
- Onde estamos Joyce?
No vilarejo de <<sório>> meu pai é o chefe tenho que levar você a ele, hoje você dorme lá em casa. Amanha vamos saber de onde você veio.
As casas eram feitas exclusivamente de madeira, as portas e janelas, inclusive o telhado. A que Joyce morava era uma das primeiras.
Natanael ia pensativo, mil justificativas brotavam em sua mente sobre como avia parado naquele lugar. Garoto que lia muito imaginava que de alguma forma fora transportado para dentro de uma história fantástica, mas não se lembrava de ter lido nada em relação a uma menina como Joyce ou ao vilarejo aonde ela vivia.
Em uma das primeiras casas, apareceu um homem forte e com as feições marcadas de cicatrizes, vestia roupas pesadas, mistura de lã e couro. Franziu o rosto ao ver Joyce acompanhada por Natanael que se sentiu intimidado ao ver aquele homem com cara de poucos amigos olhado serio em sua direção.
- Pai... Encontrei um menino na floresta. Ele precisa de abrigo e tem uma coisa muito rara com ele, um livro!
O homem se assustou percebendo as dificuldades que vinham com aquele garoto. Um possuidor de livros nunca poderia trazer coisas boas, para ninguém!
- De onde você veio menino, e como conseguiu um livro?      

Natanael não acreditava no que tinha escutado, realmente estava dentro de uma história, e como em todas as histórias muitas aventuras estavam por vir. Aquilo o deixava ansioso. Ainda não tinha largado de lado a hipótese de tudo ser um sonho, mas se fosse seria o sonho mais real que já teve.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NATANAEL

O QUE PODERIA SAIR DESSE TRECHO? UMA BELA HISTÓRIA!?


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 A DISTANCIA VIL ENORMES muros que abrasavam a cidade, seu ataque de euforia foi cortado por perceber que os portões estavam fechados. Teria que dormir do lado de fora, já era noite e os sons da floresta se tornaram sombrios.
Olhava para todos os lados e via olhos que o espreitavam, gravetos quebrando era o sinal de algum animal se aproximando.
- Que bobo sou, se algum mostro quiser me pegar não vou perceber. - Disse isso tentando se animar.
Acomodou-se perto de uma grande raiz e tentou dormir com a esperança de acordar novamente em seu quanto, mas o sono não vinha e as sensações da floresta se intensificaram.
Olhos ferozes o observam.

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Não acreditava no que via, ele existia e agora Natanael corria risco de morte. Um enorme cão negro estava prestes a se jogar sobre ele. - a melhor das opções que poderiam acontecer era se transformar em um deles, pois acreditava que era um lobisomem. E a pior, ser estraçalhado naquele estante em milhões de pedaços. - rosnava e dentes amarelos e pontiagudos apareciam a todo estante. Natanael não sabia o que fazer, estava petrificado suas pernas não funcionavam e alguma coisa lhe dizia, não adiantaria correr, que em dois passos que desse para trás seria pego no mesmo estante.

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- O que fazer? - Pensava em uma velocidade inacreditável, revisando as ações de seus heróis. - Se amenos tivesse uma espada teria uma chance de me defender. - Pensou, fechou os olhos, acreditando que aquele era seu último momento de vida. pôs-se a imaginar o que faria com a espada se acaso a tivesse. fechando o punho esquerdo, pois era canhoto, e o sopesando sentindo o peso da espada imaginaria. de repente se espantou estava realmente segurando algo... e era uma espada. sem parar para imaginar de onde ela veio, esperou a investida do animal que foi rápida, também ele o foi decepando sua cabeça. o corpo inerte o derrubou, deixando sem sentidos.
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