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sábado, 3 de janeiro de 2015

Batidas na porta...


"Três batida leves"

CONTINUAÇÃO DE - COMO COMEÇOU

TEMPO, AGORA VERDADEIRAMENTE ELE não existe ou simplesmente está perdendo seu significado para mim. Fiquei a vários dias sem escrever nessas folhas amareladas que a cada momento se tornam mais enjoativas do que o de costume. Não importa... de qualquer forma as palavras se acumulam sobre a escrivaninha, tenho que escrever. Ele, o tempo, morto e enterrar sobre todas as montanhas da terra. Se é que um deus pode morrer, pelo menos foi esquecido!

Está cama me prende no quarto, com a promessa de nada para fazer. Dormir é tão bom! Sou o único ser vivo sobre a terra e enquanto ela se transforma em pó eu permaneço imutável. Tenho que me lembrar a cada dia de vida e testemunhar o que acredito estar para acontecer. Apenas, espero...

***

Algum motivo maior deve existir para que eu possa ter descoberto aquela formula que nunca mais pude fabricar. Porem só bastou uma vez.

A noite esta caindo, a noite esta caindo e tudo aquilo que era pra ser lembrado. Tudo que foi conquistado durante séculos de evolução e desenvolvimento também cai lá fora.

Mas justamente agora, depois de anos de solidão tentando descobrir como isso aconteceu, como só restei eu? Me batem na porta, três batida leves que quase não consegui escutar.  As três batidas mais perturbadoras que escutei em minha longa vida.

Pergunto quem é? Me levanto e abro a porta? Talvez seja esse momento que esperava tanto.

domingo, 5 de outubro de 2014

Como Começou - Elixir da Imortalidade


"Reuni todas as informações sobre a pedra filosofal e a panaceia universal"



NÃO VOU DATAR MEUS escritos, pois de que me serve marcar o tempo. Mais importante é minha história. Chamo-me Fabrício, deste criança me fascinei pela ciência, só que em minha época ela estava começando, mistura de magia e realidade. Desacreditada por muitos e os primeiros livros que li sobre alquimia foram meros passatempos, brincadeiras de criança.

Mas quando passei a entender melhor sobre o que estava escrito naquelas páginas e muitas vezes desenhado em códigos indecifráveis, a primeira vista. Pus-me  a procurar testar as afirmações sobre experiências feitas pelor alquimistas, descobri que um dia a morte me alcançaria com seus cadavéricos dedos e aqueles livros me prometiam um dos maiores sonhos que a humanidade já teve. Eles afirmavam ser possível ludibriar a morte e até onde eu tinha noticias, um deles conseguiu e seu nome era Nicolau Flamel.   

***

Hoje duvido que Flamel tenha feito isso, apesar de todos os meus esforços para encontrá-lo não tive nenhuma prova de que vive. A não ser é claro, seu tumulo estar vazio, mas consigo imaginar um bom motivo para isso, estamos tendo uma grande ocorrência de ladrões de corpos. Estudiosos têm que recorrer a meios ilegais para progredir em seus conhecimentos do corpo humano, uma forma de aprender a curar as doenças, prolongar a vida.

***

Reuni todas as informações sobre a pedra filosofal e a panaceia universal, esses dois objetos, se é que posso chamá-los assim, vão ser meu foco de pesquisa.

***

Afirmo que descobri um meio de criar a pedra e depois que conseguir, eu irei destruir toda minha pesquisa. Sim a ciência está envolvida nisso, mas a magia tem sua parte no que vou fazer. Exige certos ingredientes mágicos e alguns elementos descobertos há pouco tempo. A pedra ao mesmo tempo é a panaceia: ira curar minhas doenças, ficando em meu corpo por toda eternidade, será parte de mim, estará em minha carne.

***


Não quero ouro, mas sim vida eterna, e para isso terei de beber a poção. Nesse exato momento ela está ao meu lado fumegando no caldeirão de estanho. Consegui dissolver parte da pedra e terei de despejar garganta a baixo o conteúdo incandescente. Será terrível eu sei, mas os benefícios vão ser incontáveis.  

***
  
Que agonia interminável minhas entranhas estão em carne viva, mal consigo suportar a dor, mas é preciso, a panaceia irá me curar. Agora só basta dormir..


 .

domingo, 18 de maio de 2014

VIDA ETERNA


  MARCO NESTAS PÁGINAS AMARELADAS pelo tempo, tão ásperas em minhas mãos, com um simples lápis apontado por meu canivete, estas últimas palavras que um ser humano vai escrever na face da terra. Digo isso por pensar ser o único ser vivo existente e o dom da imortalidade que alcancei. Hoje de nada me serve.

Maldito seja meu nome, por na juventude repleta de livros, ter procurado a vida eterna; malditos sejam mil vezes os meus olhos por terem percorrido aquelas páginas e decifrado os símbolos e fórmulas alquímicas que me possibilitaram derrotar a morte.

Meus pés andam em um mundo destruído, onde os únicos restos de uma raça que dominou terra, água e ar são apagados pelo tempo.

Dedico esse texto ao esquecimento. Quem vai ler meus pensamentos? Qual criatura vai conhecer minha história?

Incrível como em questão de poucos anos no abandono, as árvores crescem ou a grama conquista seu espaço. A poeira formou camadas sobre tudo, as rachaduras andam atrás de mim e correm em minha frente.

Parece que, se não tem ninguém para ver ou escutar, tudo se desenvolve e o silencio agora eterno cria vida aos meus olhos.

Na escuridão da noite, olho as estrelas pálidas e me pergunto se ainda  existe alguém neste mundo ou até em outros planetas. Antes do fim, tivemos sinais da existência de civilizações alienígenas, mas o tempo foi pouco e não permitiu uma resposta.

A energia vai se esgotando. Consegui acumular baterias e pilhas Agora tudo me pertence. Apesar de não precisar comer, sinto necessidade de ter o gosto de algo comestível. Os enlatados vão me satisfazer por muito tempo, mas sei que a cada dia vou ter que criar o que uso ou consumo.

De uma coisa tenho certeza: bastante tempo eu vou ter para ler e juntar todo o conhecimento deste mundo que acabou. Sou o que sobrou, o único que o tempo não vai destruir.