quinta-feira, 10 de outubro de 2013

PISQUE SEUS OLHOS


A VIDA PASSA EM um piscar de olhos, meu querido. Só agora eu vejo e entendo o porquê. As lembranças me abandonaram, e os momentos em que passei esperando em filas de banco e salas de espera dos consultórios  de dentistas, lendo aquelas intermináveis revistas, esses tempos já não existem mais em mim.

Exceto se conhecesse o amor de minha vida em alguma dessas salas de consultório dentário. Talvez sentado ao lado ou de frente a mim, e então meu querido, ela vai me dar aquele sorriso que pode me fazer perguntar internamente o que ela faz ali. Aí sim me lembraria de um dia de espera.

Minhas lembranças são um desses complicados quebra cabeças em que mais da metade das peças se perderam. E reunido em sua caixa, mostra um volume muito menor do que deveria.

Hoje estou vazio e cheio ao mesmo tempo. Surrado e marcado, mas isso não tem importância. O ontem, eu penso como se nunca aconteceu, mentira inventada em minha cabeça, forçada como realidade. A às vezes vivo me pegando na pergunta se realmente foi verdade.  

Agora pode ir, tenho que dormir!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

INSISTÊNCIA


PERGUNTE
TERMINE
COM ESSE MAL.

VAMOS LÁ
DIGA, QUERO ESCUTAR.
UM PONTO DE INTERROGAÇÃO!

NÃO,
 DESISTO
NÃO QUERO

UM PONTO FINAL JÁ BASTA
NÃO FALE NEM PENSE.
BASTA...

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

MOLDE





EM CADA GESTO,
PALAVRAS,
SORRISOS.

EM CADA DIA,
MOMENTOS,
INSTANTES, PRESSENTES, ÁGORAS.

TI FIZ SORRISO,
MESMO QUE NÃO EXISTAS.
TI FIZ MOMENTO,
AINDA QUE NÃO A TENHAS.



domingo, 6 de outubro de 2013

RISCO DE MORTE - CAPÍTULO V


MAIS UMA VÊS A noite veio, e o sono com ela. No simples fato de fechar os olhos, os abril descobrindo Joyce em sua frente.
- Oi! – Disse ele sorrindo, estava realmente feliz em poder voltar.
Ela o olhava séria, um pouco triste até.
- O que foi?
- Você vai ter que ir embora, meu pai não o quer aqui.
- Por quê?
- Sua presença aqui só pode trazer desgraça.
- Como posso trazer desgraça.
– Nós tínhamos muitos contadores de história eles viajavam por todo o reino - Comesa ela - Com um único objetivo o de distrair o povo. Eram adorados e cultivavam a magia em seus livros. – Apontou em direção  ao livro de Natanael. – Eles eram os únicos que tinham objetos iguais a este. Até que um príncipe invejoso quis ter um desses e tudo fez para obtelo, chegou a matar um velho contador e só assim obteve seu primeiro livro. Não se satisfez, sabia que magia antiga estava naquele livro. O leu muitas vezes, mas apena via uma história, e não descobriu nenhum sinal de magia. E foi conquistando mais livros à medida de o tempo passava. Chegou a recorrer à tortura para descobrir como usar a magia presa naquelas páginas. Hoje está com todos os livros que se tem noticia. Ou melhor, pensa que está e quando descobrir que não, vai procurá-lo a todo custo.
E os passos de Pedro se fizeram ouvir
- O garoto já está pronto?
- Sim pai!
E chegando ao quarto, dispensou Joyce.
- Tenho que conversar com você, garoto. – Disse se encostando na parede e ficando ali. – Não quero problemas e você pra mim é um problema.
- Sei, sua filha me contou – Natanael se tremia todo sem saber o que fazer.
- Melhor assim. Pensei um pouco e o melhor que você tem a fazer é atravessar a flores em direção a cidade do outro lado. – Natanael só podia escutar.
- Mas preste atenção, não deve passar a noite no meio das árvores. Tem que chegar a cidade antes que os portões se fechem. Se não você pode ser morto.
- Tudo bem
- Então se levante que tem de ir agora, sem nenhum minuto a perder.  

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Com a mochila nas costas e as explicações de Pedro, o pai de Joyce, Natanael foi em direção à floresta. Tinha que atravessa-la antes que o dia terminasse, não podia em hipótese alguma dormir nela.
O dia mal avia começado e, as luzes ainda despontavam do firmamento, a grama molhada pela serração. Natanael virou-se para trás e vil Joyce que lhe dava um ultimo adeus.
- Vamos em frente então, rumo à aventura. – Disse ele entusiasmado.
As árvores enormes, de troncos nodosos e cascas quebradiças, o esperavam, para todos os lados folhas cobriam o chão. Tinha que caminhar em frente e manter a direção que lhe fora mostrada.
Depois de um tempo resolveu pegar o livro e folhea-lo quem sabe não encontraria alguma resposta, ou algum jeito de controlar a magia que se escondia naquelas páginas. Passou a dividir a atenção entre o caminho e o livro até que parou em uma gravura.
Mostrava uma espada, feita com poucos traços em um contraste de claro e escuro no papel.
- Que espada, acredito que me seria bem útil ter uma. - Natanael pesou nisso durante muito tempo.
As horas passaram e metade do caminho ainda não avia sido percorrido.
Depois de muito tempo caminhando. Ah distancia vil enormes muros que abrasavam a cidade, seu ataque de euforia foi cortado por perceber que os portões estavam fechados. Teria que dormir do lado de fora, já era noite e os sons da floresta se tornaram sombrios.
Olhava para todos os lados e via olhos que o espreitavam, gravetos quebrando eram sinal de algum animal se aproximando.
- Que bobo sou, se algum mostro quiser me pegar não vou perceber. - Disse isso tentando se animar.
Acomodou-se perto de uma grande raiz e tentou dormir com a esperança de acordar novamente em seu quanto, mas o sono não vinha e as sensações da floresta se intensificaram.
Olhos ferozes o observam.
Acordou com um leve rosnado que vinha em sua direção, demorando a perceber o perigo que corria. Que estranho não tinha acordado em seu quarto novamente, mas na verdade nem avia começado a dormir. E agora o rosnado que vinha do escuro a sua frente era um mal pressagio.                 
Não acreditava no que via, ele existia e agora Natanael corria risco de morte. Um enorme cão negro estava prestes a se jogar sobre ele. - A melhor das opções que poderiam acontecer era se transformar em um deles, pois acreditava que era um lobisomem. E a pior, ser estraçalhado naquele estante em milhões de pedaços. - rosnava e dentes amarelos e pontiagudos apareciam a todo estante. Natanael não sabia o que fazer, estava petrificado suas pernas não funcionavam e alguma coisa lhe dizia, não adiantaria correr, que em dois passos que desse para trás seria pego no mesmo estante.
- O que fazer? - Pensava em uma velocidade inacreditável, revisando as ações de seus heróis. - Se amenos tivesse uma espada teria uma chance de me defender. - Pensou, fechou os olhos, acreditando que aquele era seu último momento de vida. pôs-se a imaginar o que faria com a espada se acaso a tivesse. fechando o punho esquerdo, pois era canhoto, e o sopesando sentindo o peso da espada imaginaria. de repente se espantou estava realmente segurando algo... e era uma espada. sem parar para imaginar de onde ela veio, esperou a investida do animal que foi rápida, também ele o foi decepando sua cabeça. o corpo inerte o derrubou, deixando sem sentidos.