quinta-feira, 7 de novembro de 2013

SONHO: CAMPO DE BATALHA



ENTÃO, SONHOU QUE TINHA culpa o corroendo dolorosamente, apertando e comprimindo seus pensamentos. 

Sua vista alcançava todo o campo de terra, coberto por lama, sangue e corpos dos soldados que a poucas horas lutavam bravamente.

Um escurecer de fim de tarde o cobria e comprimia ainda mais sua consciência. Fora causador da morte de todos á sua volta companheiros, inimigos.

Era o único que sobrara! Cansado, com vários cortes pelo corpo, elmo amassado, ainda carregando sua espada que parecia pesar uma tonelada.

E o sonho parava aí e se repetia. Via-os morrendo, sentia o arder de um corte em seu rosto, o latejar de seus músculos. Até que acorda e mal diz o livro que estava lendo.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

NÓS DOIS


NÓS DOIS
SOMOS UM,
DE DOIS
DOIS DE UM.

NO PRIMEIRO
VIMOS TUDO.
NO ULTIMO
 JÁ NÃO NOS IMPORTAMOS.

SE MELHOR FOI
NÃO CONSIGO DESCOBRIR
O SEU MUNDO ME MOSTROU
O MEU MUNDO JÁ SABIAS.

FOI O MEL
FOI A LAGRIMA
FOI O DIA
FOI À NOITE

NOSSO LAÇO,
NÓS DOIS,
MUITO FORTE
MUITO PERTO.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

DESPERTAR


ACORDOU TRANQUILAMENTE, MAS COM uma imensa fome. A comida não lhe satisfazia a bebida descia rasgando sua garganta. Pensava que nada iria ser mais como era entes e acertava. Quando levantou de sua cama e seus pés tocaram o chão, uma friagem imensa percorreu todo seu corpo, a vida já não estava lá, mas sentia como se nunca tivesse tido sensações, porque seus sentidos estavam renovados.

Sua dama de companhia ao vê-la se assustou com sua aparência e pele de uma brancura mortal. Mas como a princesa falasse tranquilamente, pensou que fosse um simples mal estar. E o dia das duas foi se prolongando nas conversas que surgem naturalmente.

Ela escutava as pulsações de Mabel, conseguia imaginar o sangue correndo nas dezenas de veias que se entrecruzavam e a velocidade constante da circulação. Aquilo a atraia!

- Mabel eu acho que estou muito mal, hoje acordei indisposta.    

- Posso preparar um banho senhora!

O corpo de Elaine, pois esse era o nome da princesa, sem suas camadas de roupas assustou ainda mais Mabel. O habitual rubor da pele já não existia mais e longos cabelos loiros cobriam costas de uma cor marmórea.  

Mabel era poucos anos mais velha do que Elaine e as duas eram grandes amigas, até quando uma relação senhor e vassalo o permitia. Ajudou sua senhora a se vestir e se pois a pentear seus dourados cabelos.

A fome aumentava e as pulsações sanguíneas de Mabel, acendiam um instinto que lhe mostrava o que fazer. Elaine se controlava, deixando que o pente de cabo de prata separasse seus cabelos.

Dum momento para o outro, o pente parou de fazer seu vai e vem e caiu no chão. Mabel sei colocou ao lado da cadeira onde a princesa se sentava e sem nada dizer se ajoelhou deixando cair sua cabeça para o lado.


- Desculpe. - Disse Elaine e com um grande alivio se saciou ao beber as primeiras gotas de sangue.    

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VAMPIRO