quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

PÃO E CIRCO



 ESSE JOGO CARREGA MULTIDÕES, causa euforia e chama a atenção dos governantes que o usam como moeda de troca para acalmar os ânimos e como um mágico prestidigitador nos mostra para onde a atenção deve ser voltada.

O porquê não sediar a copa do mundo? O porquê não mostrar que se pode  e de certa forma avançar em passos trôpegos. Não somos os primeiro e nem seremos os últimos a entrar na copa.

Nós que somos o gigante que dorme em berço plácido, vamos convidar outros irmãos com o lamentável aviso; “Entre... mas não repare na bagunça.”

E os roncos na barriga desse gigante protestam prevendo consequências indesejáveis do que pode vir.

Espertalhões, trapaceiros, superfaturamento, lucro por fora são uma parte infelizmente inevitável. O pó por baixo do tapete de retalhos.


Vamos assistir ao espetáculo essencial a vida, que da gosto as conversas do pão e circo


As consequências de uma copa do mundo no Brasil vão ser ótimas. Investimentos e divulgação são o mais importante.nosso pais não sera simplesmente um pais de florestas e macacos, onde a capital é Buenos Aires.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

SEM SAÍDA



COLOCOU A ARMA SOBRE a mesa, contou as balas varias vezes. Por que aquela fixação em querer saber se não perdeu nenhuma delas? Desistiu, afinal de contas iria apenas precisar de uma.

Não aquentava a pressão que faziam sobre ele. Pensava não ter como reagir então decidiu colocar na mão do destino. 

“Seu idiota, você pode morrer!” 

Afirmava sua consciência, mas não era de dar ouvidos.

Abriu o tambor e depositou a única e solitária mensageira da morte ou não. Girou o tambor e o abriu novamente  afinal de contas ela podia ter sumido. Não, estava lá, esperando sua chance de executar seu trabalho.   

Inspirou fundo e soltou o fôlego. Com o cano da pistola em sua tempera esquerda deixando uma marca arredondada, o dedo no gatilho indeciso e arrependido do que estava prestes a fazer e a consciência pesada.


Apertou o gatilho, terminando ali e ponto final... 

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

CONTRATO




VENDERIA MINHA ALMA PARA ter o amor de uma mulher que admiro, mas como não conheço o Diabo e duvido de sua existência nada adianta alem de esperar. Esperar o que? Não sei talvez esquecer tudo até de meu próprio nome ou existência.  

Lúci. De certa forma existe na mente de todos nós, uma criatura linda que para alguns seria mulher e outros um homem. Quando quisesse conseguiria qualquer alma apenas conversando, naquele tom sedutor que com certeza deve ter.

Depois apresentaria um documento, totalmente sem aquelas minúsculas letrinhas características do contrato. Não trabalha com letras pequenas é claro e sucinto, explicará nos mais mínimos detalhes as vantagens e terríveis desvantagens de se vender a alma. No final por mera formalidade exigirá uma gota de sangue.

Contrato selado, uma copia encaminhada ao céu cumprindo religiosamente os tramites legais e, sua alma já não ti pertence mais!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ESCRITO A LÁPIS




LEU, RELEU E CADA vez gostava mais. Porem amassou o papel o transformando em uma minúscula bolinha e a jogou longe, mas que por ironia bateu na parede do quarto onde dormia e rolou até seu pé esquerdo.

Não deu atenção. Mas no fundo aquela pequena voz que cismava em conversar com ele, latejava em sua mente: “Não jogue fora suas palavras é melhor do que ficar mudo!”