terça-feira, 8 de abril de 2014

CAMÉLIA


"A SOLIDÃO RESPIRA EM seu rosto
O desespero passa lhe a perna, senta em seu peito.
Mesmo assim os lindos lábios da esperança se mostram ao longe.
Por entre cabelos longos e esvoaçantes, ti chama..."

Escreveu o poeta, pensando em sua bela amada. Mas o que fazer? Ela tinha acabado de morrer e de uma maneira bem idiota, se engasgara com um pedaço de maçã.

No enterro de Camélia, pois esse era o nome dela, ele ficou ao lado de um caixão negro como a noite.

Via um rosto sem vida, o rosto de uma boneca, uma casa sem morada.


E agora sentado no banco da praça, percebeu que o vermelho das flores do velório, era o sangue coagulado que de alguma forma escapulira daquele corpo. 

domingo, 2 de março de 2014

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TRAÇAS - Pequenos buracos atravessando camadas de folhas amareladas e conservadas dos livros. Pego mais um e folheio malditos animaizinhos.

BÊBADO - Bateu na mesa “quem aqui nessa taverna este disposto a me desafiar?” desvairado colocou a espada na mesa e desmaiou de bebedeira.

PIPA - Ela tem cabelos soltos, longos e com a cor da palha, E ela empina a pipa de mesma cor. Muito alto no céu, vai ficar nisso o dia todo.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SOLDADO DO REI




ENTÃO ENTROU, SENTOU NA cadeira e colocou a espada no colo, se pôs a falar.

“Não quero heróis. Todos são lenda ou não existem ou são fruto de pura balela, mas sismo em admirá-los. São tudo que não sou, fazem tudo que não fiz.”

“Já lutei em guerras e matei alguns homens. Conheci muitos dos que se diziam heróis e vi alguns deles morrerem de maneiras humilhantes. Não pense que sou um deles, nada do que fiz foi considerado impossível de ser feito.”

Se ajeitou em seu acento, coçou demoradamente a barriga proeminente. Suas mãos eram grossas e calejadas, tinha muito pelo cobrindo os braços e escapulindo pela gola de sua camisa.

“Sou um soldado pago pelo rei, deus o salve e cuide de sua saúde. Todos dependemos dele! Que tenhamos muitas guerras para lutar, pois lá vou estar e quem sabe, me tornar um Herói...”

Soltou uma gargalhada e acrescentou:

“Só morrendo, eu sei!”

Três moedas de ouro retiniram no balcão.

“Que seja pago uma rodada para todos, vamos ficar bêbados.”

Dei um leve sorriso de satisfação e me pus a escrever em um minúsculo livro de capa escura e folhas amareladas. 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ela



Um ser que cria significado em tudo,
Em que as palavras “amor” e “paixão” se misturam num coração dilatado.

O leve subir e descer da respiração traz tranquilidade a cabeças atormentadas.

A morna maciez do tato na pele irisada de pelos macios e delicados,

As línguas se tocando no eterno salivar e a ânsia de absorver o ser amado.

Os olhos estão lacrados de sensações mundanas

Nada pode ser visto a eternidade passa por aqui.