quinta-feira, 24 de abril de 2014

SOBRE A LUA



SOBRE A LUA DO céu ou a lua do mar ela se pôs a esperar.

Sentada em um banquinho olhava o horizonte na esperança de ter algum sinal. Um barco a vela ou a vapor que lhe trouxesse qualquer noticia de seu amor.

Linda mocinha de pele morena, olhos levemente puxados e sorriso precavido. Às vezes se levantava tentando olhar mais longe e mostrando um pescoço de pele macia e delicada.

Sobre a luz das estrelas se punha a pensar, para onde ter que olhar, qual constelação iria contar sobre um homem há muito tempo distante que já não mais vai voltar.

E num belo dia, noticia de morte veio correndo. Morto em luta! Acabada a espera o banquinho ficou no canto, abandonado.

Sobre a lua do céu ou a lua do mar não tinha mais o que esperar.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

DOMÍNIO PUBLICO


LEMBRO DO DIA EM que o ultimo livro foi assinado por seu autor, Pois era eu! E nele, falava sobre uma lei aprovada pelo conselho mundial:

“Toda história criada dentro do domínio do conselho mundial, devera ser considerada de domínio publico e não será assinada por seu autor, que depois de devidamente pago perdera a posse de sua criação”

Uma polemica decisão, mas aceita pelo povo. Já naquela época os livros em “formato papel” eram raros e o hábito de acumular que os colecionadores têm, fez com que sumissem da vista de cidadoas comuns.

Grandes bibliotecas particulares foram construídas e em poucos anos esquecidas, porque seus donos não tinham mais interesse por elas ou morreram e os herdeiros não sabiam de sua existência.

Nós, escritores viramos seres anônimos, como que criaturas das sombras da sociedade e passamos a escrever em conjunto. Um livro já não era feito por uma pessoa, mas por varias.

Foi criada a sociedade secreta que passou a acumular conhecimento e venerar os antigos como “Julio Verne” e “Shakespeare”

“NOSSA CRIAÇÃO É ÚNICA, NOSSOS DEUSES RECONSTROEM O MUNDO”

Era o lema.

terça-feira, 8 de abril de 2014

CAMÉLIA


"A SOLIDÃO RESPIRA EM seu rosto
O desespero passa lhe a perna, senta em seu peito.
Mesmo assim os lindos lábios da esperança se mostram ao longe.
Por entre cabelos longos e esvoaçantes, ti chama..."

Escreveu o poeta, pensando em sua bela amada. Mas o que fazer? Ela tinha acabado de morrer e de uma maneira bem idiota, se engasgara com um pedaço de maçã.

No enterro de Camélia, pois esse era o nome dela, ele ficou ao lado de um caixão negro como a noite.

Via um rosto sem vida, o rosto de uma boneca, uma casa sem morada.


E agora sentado no banco da praça, percebeu que o vermelho das flores do velório, era o sangue coagulado que de alguma forma escapulira daquele corpo. 

domingo, 2 de março de 2014

TWITTER


TRAÇAS - Pequenos buracos atravessando camadas de folhas amareladas e conservadas dos livros. Pego mais um e folheio malditos animaizinhos.

BÊBADO - Bateu na mesa “quem aqui nessa taverna este disposto a me desafiar?” desvairado colocou a espada na mesa e desmaiou de bebedeira.

PIPA - Ela tem cabelos soltos, longos e com a cor da palha, E ela empina a pipa de mesma cor. Muito alto no céu, vai ficar nisso o dia todo.